October 18
Evidentes!
“Evidentes”
De: Mauricio do Carmo
São as somas de infinitos segredos de mim,
O recobrar das delícias de tempos não contados na memória.
Saber-nos tão maiores na dimensão do tempo que pára:
Porque manifesto-me como o “Todo” ao sabor de teus beijos;
Porque me reconheço “Imortal” quando por tuas mãos afagado;
Porque entendo-me “Pleno” quando em tua companhia.
Não sei, este Amor, de quantas existências,
E não prescindo saber o “Divinal” que é sem fim.
Quão estranha essa percepção em que o tempo é tudo e nada...
Não hesitei, nem poderia: Porque minh’alma reconhece a tua,
E quando juntos, nossos corpos somente obedecem
A esses incógnitos comandos que fluem nascidos de você e de mim.
Perdemos a noção do tempo, amamos, sorrimos, olhamos,
Tocamos, dormimos, amanhecemos, redescobrimos, anoitecemos, juntos...
No dia seguinte, para aplacar a saudade, para tornar em coisa menor a
distância
Ou o apelo das memórias recentes:
Ou ver diante do espelho, no brilho dos olhos, no sorriso,
A marca indelével, tua em mim, marcas de Amor.
Inegável e sublime, parcela de nós dois, em mim e em você, patente, Minha Amada!
Assim estamos assim somos nós, na vida, na semântica de amar:
Evidentes!